O que acontece quando a inteligência artificial cria um hit viral — e ninguém sabe exatamente quem é o autor?
Essa é a provocação central do mais recente episódio do podcast Intangify, que contou com a participação de Flavia Murad-Schaal, sócia fundadora do Mansur Murad e especialista em Propriedade Intelectual e Direito do Entretenimento.
No episódio, Flavia conversa com o host Matthew Asbell sobre a controvérsia envolvendo “A Sina de Ofélia” — uma versão brasileira, integralmente gerada por IA, inspirada na música “The Fate of Ophelia”, de Taylor Swift. A faixa viralizou ao reproduzir, sem autorização, vozes que remetem a dois artistas brasileiros de grande projeção, gerando intenso debate jurídico e repercussão nacional.
Ao longo da conversa, são discutidos pontos fundamentais para compreender os impactos da IA no mercado criativo:
Como uma música totalmente gerada por inteligência artificial se tornou um fenômeno viral no Brasil
Quais direitos podem ser invocados por artistas, compositores e intérpretes envolvidos
As diferenças entre direitos autorais, marcas, direito de imagem e direitos da personalidade no ordenamento brasileiro
A responsabilidade (e os desafios jurídicos) de plataformas como YouTube e de ferramentas de IA
A possível evolução do Direito Marcário para proteger não apenas nomes e signos distintivos, mas também elementos como a identidade vocal
O episódio evidencia como o avanço acelerado da tecnologia tem tensionado estruturas jurídicas tradicionais. Quando a criação artística é mediada por algoritmos capazes de reproduzir estilos, vozes e identidades, surgem questões que ainda não encontram respostas claras na legislação vigente.
Como destacado na conversa, nem sempre a judicialização é suficiente para solucionar conflitos dessa natureza — especialmente quando o problema envolve múltiplas camadas de proteção jurídica e fronteiras tecnológicas ainda em definição.
🎵 Mensagem central: mesmo um sucesso viral tem um “ritmo jurídico” — e, quando a inteligência artificial assume o protagonismo, os holofotes se voltam para direitos que o Direito ainda está aprendendo a delimitar.
Assista no Youtube: https://www.youtube.com/embed/2jtsyiu2e_Q?si=P8e1G5gTnl41FaYa
Ou ouça no Spotify: https://open.spotify.com/episode/7d5e5HvCXBsCjhZRtaHl3j?si=b89ac02040e94caa